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Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas

Secretária explica ação e reforça que não houve desocupação de casas em Cuiabá.

Vanessa Almeida

Publicado 1 mês atrás em 9 de setembro de 2026

Por Vanessa Almeida

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Secretária explica na Câmara ação em área pública e reforça: não houve desocupação de casas

Entenda a ação da Prefeitura

A secretária de Ordem Pública, Juliana Chiquito Palhares, compareceu à Câmara Municipal de Cuiabá para esclarecer as ações do governo relacionadas a áreas públicas e de proteção ambiental. Essa convocação foi feita pelo vereador Demilson Nogueira, que queria entender melhor sobre a operação e a condição das famílias na área em questão. Durante seu discurso, Juliana explicou que não ocorreu desocupação de residências com moradores. A ação teve como foco a destruição de estruturas não habitadas que estavam em áreas sensíveis.

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Objetivos da operação esclarecidos

O objetivo primordial da operação é impedir futuras ocupações ilegais em regiões que estão protegidas por normas ambientais. O foco da Prefeitura foi a demolição de edificações que estavam desabitadas para assegurar que essas áreas de preservação permanente não sejam invadidas. Juliana deixou claro que essa ação foi realizada para proteger tanto o patrimônio público quanto a segurança da população que pode estar em risco devido a estas construções irregulares. Entre os objetivos destacam-se:

  • Eliminar estruturas não habitadas;
  • Proteger áreas de preservação ambiental;
  • Impedir novas ocupações irregulares.

Desocupação de casas: mitos e verdades

Um dos pontos críticos abordados por Juliana foi a confusão em relação ao que realmente ocorreu nas áreas em questão. Ela enfatizou que a prefeitura não desalojou famílias que estavam residindo nos locais. A ação se concentrou exclusivamente nas edificações sem moradores. Portanto, o mito de que famílias foram desapropriadas é infundado.

Sobre as verdades apresentadas, a secretária destacou que:

  • As demolições ocorreram apenas em estruturas desabitadas;
  • O governo municipal está comprometido em respeitar os direitos dos moradores;
  • As operações estão sendo realizadas em conformidade com as normas estabelecidas pelo Ministério Público.

A importância da preservação ambiental

A preservação ambiental é um tema de fundamental importância na atuação da Prefeitura. O município tem a responsabilidade de proteger as áreas que estão sob risco de degradação, especialmente em locais onde há cursos d'água e nascentes. Juliana chamou a atenção para o fato de que essas áreas, se não fossem cuidadas, poderiam levar a sérios problemas, como alagamentos e erosão.

A importância de preservar inclui:

  • Proteger a biodiversidade local;
  • Manter a qualidade da água e do solo;
  • Garantir segurança e saúde para a população vivendo nas proximidades de áreas críticas.

O papel do Ministério Público

A atuação do Ministério Público de Mato Grosso foi mencionada como uma parte integral do processo em curso. A 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural recomenda medidas que buscam não apenas a desocupação de áreas invadidas, mas também a proteção ambiental. Isso implica que as decisões tomadas pela Prefeitura estão sob supervisão e acompanhadas por órgãos responsáveis, assegurando que as políticas sejam executadas corretamente e com responsabilidade.

Como a Defesa Civil avalia o risco

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A Defesa Civil teve um papel ativo na avaliação da situação das áreas em questão. Após realizar vistorias, classificou a região como de alto grau de risco, levando em consideração diversos fatores:

  • A presença de cursos d'água;
  • Histórico de alagamentos;
  • Vulnerabilidade hidrológica;
  • Processos de erosão que podem ocorrer devido às construções irregulares.

Essas avaliações são essenciais para garantir que intervenções futuras sejam realizadas com a segurança necessária.

Comitê Intersetorial de Gestão

O Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP) foi mencionado como um órgão importante no processo de demolições e desocupações. Este comitê é formado por equipes de diferentes áreas administrativas, combinando esforços para lidar com casos que exigem atenção multidisciplinar. Entre suas responsabilidades estão:

  • Coordenar as ações de desocupação;
  • Avaliar a situação social e ambiental dos ocupantes;
  • Garantir que as ações sigam um protocolo intersetorial.

Identificação de famílias vulneráveis

A secretaria também se comprometeu a identificar e apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade que possam estar afetadas pelas ações na área. Juliana assegurou que a Secretaria de Assistência Social está trabalhando para entender as condições socioeconômicas dos ocupantes, garantindo que as famílias que necessitam de ajuda recebam os serviços adequados oferecidos pelo município.

  • Levantamento socioeconômico será conduzido;
  • Programa para garantir assistência às famílias vulneráveis será implementado;
  • Compromisso do governo em não deixar ninguém desassistido.

Medidas sociais para apoio à população

Além das ações de desocupação e promoção da preservação ambiental, a Prefeitura também está empenhada em fornecer suporte social para aqueles afetados. A assistência social tem um papel crucial nesse cenário, pois busca oferecer alternativas para os moradores que possam estar em situação complicada.

  • Adoção de políticas para ajudar na realocação das famílias;
  • Disponibilidade de serviços socioassistenciais;
  • Garantia de que a proteção dos vulneráveis seja uma prioridade na gestão.

A fiscalização das áreas públicas

A fiscalização das áreas públicas é outro ponto crucial ressaltado durante a reunião na câmara. A secretária informou que, em outra oportunidade, edificação não habitadas já haviam sido demolidas e ligações clandestinas de água e energia cortadas.

Um registro das intervenções anteriores mostra notável reincidência de invasões em áreas de risco, o que levou a Prefeitura a buscar um processo de atuação mais integradora através do CIGDAP. Isso serve para evitar novas construções irregulares e proteger as áreas vitais da cidade.

A abordagem proativa e cuidadosa da Prefeitura demonstra um compromisso não apenas com o cumprimento das normas, mas também com a proteção do bem-estar da comunidade e do meio ambiente.

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